conexões julho/agosto: Dante Ozzetti

 Dante Ozzetti.

Dante Ozzetti

foto: Fernanda Serra Azul

Dante Ozzetti, paulistano, é compositor, arranjador, violonista e arquiteto. Com sua irmã, a cantora Ná Ozzetti, tem desenvolvido ao longo do tempo um trabalho de criação. Foi produtor artístico e arranjador do primeiro disco solo de , pela gravadora Continental, e produtor executivo e arranjador do cd (1994). Por esse trabalho, lhe foram atribuídos dois PRÊMIO SHARP como Melhor Arranjador e Melhor Disco.
Participou, em 1995, de show no Parc La Villet, em Paris, França, com Itamar Assumpção, Duofel e Ná Ozzetti.
Em 1997, Dante recebeu mais uma indicação ao PRÊMIO SHARP como arranjador do cd Love Lee Rita de Na Ozzetti.
Em 1999, fez os arranjos musicais e a produção musical do cd Estopim de Ná Ozzetti e em 2001, os arranjos do cd Show de Ná Ozzetti, pela gravadora Som Livre.
Dante foi o vencedor do III PRÊMIO VISA DE MÚSICA – Edição Compositores, em 2000. Prêmio do juri, e também vencedor do prêmio popular. Assinou contrato com a Gravadora Eldorado para a gravação de um CD, e em 2001 lançou o álbum ULTRAPÁSSARO, título da música em parceria com Zé Miguel Wisnik.
Fez o show de lançamento do ULTRAPÁSSARO no Festival de Inverno de Campos de Jordão, em seguida foi convidado pela Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo para show no Memorial da América Latina, com o repertório do álbum.
Trabalhou nos arranjos para o cd Mundo São Paulo, da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, participou dos shows Vozes do Brasil, ao lado de Zélia Duncan e Ná Ozzetti, em São Paulo e Brasilia.
Produziu o cd De Papel, da cantora Vanessa Bumagny, foi diretor musical e arranjador do projeto Dossiê Dolores Duran, a convite do Sesc Pompéia, que teve como intérpretes Zizi Possi, Fernanda Porto, Luciana Alves, Izzy Gordon e Fernanda Duran.
Foi convidado pela Orquestra a Base de Corda de Curitiba para escrever arranjos para o show com a cantora mineira Ceumar.
Participou em 2004, como compositor e intrumentista do Festival Internacional de Buenos Aires, Argentina, Cena Lusófona de Coimbra, Portugal, ao lado de Zé Miguel Wisnik, Luiz Tatit e Ná Ozzetti, e ao lado de Ná Ozzetti, no Festival Internacional de Serpa, Portugal e Festival de Outono de Madri, Espanha.
Neste mesmo ano foi diretor musical do espetáculo Elis e Tom, baseado no álbum homônimo, apresentado no Sesc Pompéia que teve como intérpretes João Bosco, Angela Maria e Jussara Silveira.
Em 2005 foi diretor musical do espetáculo Vanguarda Paulista, com Suzana Salles, Virginia Rosa, Ná Ozzetti e Tetê Espindola. Neste mesmo ano fez arranjos para o espetáculo Esboço de Tatit para a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.
Participou, ainda em 2005, do Festival Cultura e ganhou o segundo lugar com a música Achou!, feita em parceria com Luiz Tatit e interpretada pela cantora Ceumar.
Em 2006 lançou com Ceumar, o cd ACHOU!, pela gravadora Mcd, com composições suas em parcerias com Luiz Tatit, Chico Cesar, Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Alzira Espindola e Kleber Albuquerque, interpretadas pela cantora. Em setembro de 2006 deu início à temporada de lançamento com shows do cd ACHOU!

Dante Ozzetti: “O meu trabalho musical é muito influenciado pela arquitetura, posso dizer que o inverso também é verdadeiro.

O principal treinamento musical é o de ouvir, saber identificar os espaços que ocupam os diferentes timbres e as estruturas harmônicas. É ver e ouvir no espaço, o que é essencial na arquitetura, e o seu domínio é fundamental.

A metodologia para fazer os arranjos musicais e os projetos arquitetônicos são semelhantes, partem do mesmo principio do estudo de massas, da identificação dos sistemas, e do desenho que surge a partir do estudo da relação entre eles.

Nas composições e nos arranjos, busco deixar claros e bem definidos, a estrutura e os elementos que os constroem. Assim em cada um dos elementos, seja na linha de baixo, no desenho rítmico, na melodia, no seu contraponto, no desenvolvimento da harmonia, é criado um universo próprio que é trabalhado individualmente, para então conversar com os demais. Isto favorece o encontro com o espaço vazio, e o maior controle sobre as todas as densidades. Na arquitetura, da mesma forma procuro a clareza na estrutura, na caracterização dos espaços e blocos, e uma boa relação com todos os sistemas que compõem o projeto. Assim como na música, procuro mostrar o pensamento, do que é feito, de criar surpresas e sensações.

Na mesma linguagem, se a obra falar com o seu conteúdo , fica estabelecida uma relação mais próxima com quem vê, com quem escuta, com quem participa.”

Assista a vídeos com participação de Dante Ozzetti

 


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