Os Reis e o Rei
O que têm em comum os garotos de Liverpool e o rei da jovem guarda brasileira? O que pode acontecer quando se juntam no mesmo palco Mario Manga, Swami Jr e Tuco Marcondes?
Mario Manga, do Premê e Música Ligeira, é um estudioso e admirador dos Beatles de longa data. Swami Jr, conhecido violonista e arranjador brasileiro, é também produtor da cantora cubana Omara Portuondo. O multiinstrumentista Tuco Marcondes já tocou com grandes nomes da nossa música e toca atualmente com Zeca Baleiro. Essa trinca resolveu, então, juntar seus talentos e deleitar o público com um show em que homenageiam o quarteto fantástico e sua majestade Roberto Carlos.
Será que dá certo?
Para saber das respostas a tantas perguntas só mesmo assistindo ao show do trio Mario Marcondes Jr e quem sabe cantarolar com eles os sucessos inesquecíveis dos Beatles e Roberto Carlos no palco do Toca Brasil, no Itaú Cultural.
Toca Brasil – Mario Marcondes Jr
domingo 27 de setembro 20h
entrada franca – ingresso distribuído com meia hora de antecedência
Itaú Cultural – Sala Itaú Cultural [247 lugares] | Avenida Paulista 149 − Paraíso − São Paulo SP [próximo a estação Brigadeiro do metrô]
informações 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br
Confira um trecho do show realizado em fevereiro deste ano no Sesc Ipiranga:
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Nossas Conexões (IV)
Mais um poema sob foto do projeto “Nossas Conexões”. Para quem ainda não conhece o projeto, ler post do dia 08/out/2008:
http://balangandans.wordpress.com/2008/10/08/nossas-conexoes/

foto: Fernanda Serra Azul – Recreio dos Bandeirantes – R.J.
Mar
o mar, metonímia
do amor,
não beira minha sacada.
ao contrário: eu
lhe beiro,
o mar, e meus pés
ligeiramente úmidos esquecem-se
na brisa do mormaço.
o amor, como largo
azul profundo,
sem raias nem ladrilhos.
ao contrário: eu
mergulho íngreme,
entre ouriços, e meus pés
perigosamente livres perdem-se
na maré do momento.
Renan Nuernberger
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Fotografia em Foco

Fotografia de Henri Cartier-Bresson
No mês de setembro a fotografia é foco de discussões em São Paulo. Essa semana, de 09 a 13 de setembro, acontecerá a primeira edição do SP Photo Fest, evento realizado pelo Museu da Imagem e do Som, onde profissionais reúnem-se para palestras gratuitas, workshops, debates e leituras de portfólios. O fotógrafo Cristiano Mascaro será o homenageado e participará de palestras. Eustáquio Neves e Fabiana Figueiredo também são convidados.
No dia 10, tem início a SP Arte/Foto, no espaço Iguatemi. A SP Arte/Foto é uma feira de fotografia que reúne o acervo de dezesseis galerias e promove mesas redondas que terão participação do diretor-executivo da agência Magnum, Mark Lubell, do diretor da Maison Européenne de Photographie, Jean-Luc Monterosso, e do fotógrafo francês Elliott Erwitt.
Por fim, no dia 17, estréia no Sesc Pinheiros a exposição Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo. Sob a curadoria de Eder Chiodetto, a exposição reúne 133 imagens com o melhor resumo da trajetória do fotógrafo francês escolhidas por ele mesmo e pertencentes ao acervo da Agência Magnum, fundada por Cartier-Bresson em 1947 . Juntamente com a exposição, será lançado o livro homônimo. Na publicação estão 155 imagens feitas entre 1929 e 1978 — destas, 133 compõem a mostra — escolhidas a dedo por Cartier-Bresson como o extrato de sua trajetória. Paralelamente à exposição do fotógrafo, acontece a Bressonianas, mostra composta pela seleção de 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros que tem em suas obras a influência de Bresson, entre eles: Cristiano Mascaro, Flavio Damm, Carlos Moreira, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e Tuca Vieira. A exposição fica em cartaz no Sesc Pinheiros até o dia 20 de dezembro.
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Tags: Espaço Iguatemi, exposição, fotografia, Henri Cartier-Bresson, Museu da Imagem e do Som, Sesc Pinheiros, SP Arte/Foto, SP Photo Fest
Novidades de julho e agosto
Após um longo tempo sem atualização – depois de dois shows muito bons (Caetano e Tom Zé) é difícil manter o fôlego! – temos o prazer de apresentar novidades no Balangandans. Em Conexões, o arquiteto e músico Dante Ozzetti fala como a arquitetura influencia sua música (e vice-versa). Na seção Entrevista, a escritora Ana Rüsche fala sobre as possibilidades da poesia na internet e sobre seus contatos com a latino-américa.
Em breve novos posts sobre shows, peças, debates, lançamentos, etc… Até mais!
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Tags: ana rüsche dante ozzetti música literatura arquitetura
Zii e Zie
ermaneceu ecoando até o fim do show.
nava coreografias com passos agitados e pulos sua voz saía tremida. A segurança da garganta, ao contrário, parecia incidir sobre os gestos meticulosos que ele encenava no palco (destaque, principalmente, para “Eu sou neguinha?” a mais interessante das encenações corporais).
uminava-se com cores fortes.P.S.: A sobreposição das vozes de Marcelo, Ricardo e Caetano no final de “Irene” ficou perfeita!
Assista abaixo a trechos do show:
Veja fotos em:
http://www.flickr.com/photos/balangandans
http://www.flickr.com/serrazul
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Tags: balangandans, bandacê, caetano veloso, são paulo, show, tropicália, zii zie
Balangandans de Junho
O Balangandans de junho já está no ar! Nesse mês trazemos uma entrevista muito interessante com o músico, compositor e cantor Marcelo Jeneci, falando sobre sua carreira solo e seus planos futuros. O conexões, por sua vez, traz a poeta Andréa Catrópa nos contando sobre as influências do cinema na sua produção.
Boa leitura!
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Poesias de Espanha
A rica literatura espanhola não recebe toda atenção que merece no Brasil. Quando se trata das outras literaturas da Espanha a coisa fica ainda mais complicada: não bastasse a falta de familiaridade com a língua, há ainda diferenças na tradição artística, no uso particular das tópicas e na visão de mundo que podem causar estranhamento. Visando a aproximação do público com cada uma destas culturas, a tradução de poemas galegos, catalães, bascos e castelhanos — trabalho hercúleo de Fábio Aristimunho Vargas — precisa ser louvada. Cada uma das antologias parte das origens das respectivas literaturas e percorre seus principais poetas até Guerra Civil Espanhola, encerrada exatamente há 70 anos atrás, em 1º de abril 1939.
O lançamento dos quatro livros ocorrerá esta sexta-feira, dia 03 de abril às 19h na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Paralelamente ao lançamento haverá um debate e um recital quinquelíngue de poesia. O debate abordará o tema “O impacto da Guerra Civil nas literaturas galega, espanhola, catalã e basca”. Dele participarão Estebe Ormazabal, professor de língua basca; Miguel Afonso Linhares, linguista e professor de espanhol em Roraima; Paulo Ferraz, poeta e editor, e Fábio Aristimunho Vargas, organizador e tradutor da coleção Poesias de Espanha.
No recital quinquelíngue, escritores convidados farão leituras de poemas em galego, castelhano, catalão e basco, com as respectivas traduções ao português. Participarão das leituras, entre outros escritores, Alfredo Fressia, Ana Rüsche, Andréa Catrópa, Dirceu Villa e Ruy Proença. Ao final, serão apresentados vídeos com canções e baladas antigas.

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Caminhando para a segunda década do século XXI ainda não pudemos — ou, melhor, não podemos — compreender profundamente o que foram estes anos 00: desdobramentos do fim da guerra fria, terrorismo, afirmação do neo-liberalismo desdita pela própria postura protecionista dos países mais ricos, crescimento no número de fiéis de algumas religiões, eleição de um operário no Brasil, eleição de um negro nos EUA, anti-imigração na União Européia, crise financeira, assentamento de algumas posturas intelectuais, políticas e/ou estéticas com certo ar de cinismo e/ ou dessistência. Enfim, um momento complexo que precisará ser revisto por estudiosos de muitas áreas para receber melhores avaliações.
Quanto a poesia desta mesma década, 00, as incógnitas são também, como era de se esperar, muitas. As discussões são infindáveis, envolvendo críticos literários, grupos de poetas que se opõem, apropriação do cânone ou revitalização de um “anti-cânone”, experiências e pretensões diversas, legitimidade dos blogs, procura do leitor não-especialista… Obviamente, estas questões não serão respondidas tão cedo — como se, com a virada da década, fosse tudo renovado — mas, enquanto isso, os poetas no Brasil continuam, cada qual a seu modo, organizando textualmente aquilo que acreditam ser o — ou um — caminho para as resoluções estéticas de nosso tempo — e com um pouquinho de sorte, quem sabe, as resoluções, sendo pretensiosas, se encaminhem para outras instâncias? Por hora, fica a antologia Traçados diversos que será lançada amanhã, quinta-feira, dia 19 de março, às 19h na biblioteca Alceu Amoroso Lima. A antologia prima pela diversidade — tal como o nome afirma —, que não se confunde com ecletismo acrítico, e publica poetas como Fabrício Corsaletti, Antonio Cicero, Fernando Paixão, Donizete Galvão, Annita Costa Malufe, Heitor Ferraz Mello, Ruy Proença, Fábio Weintraub, Ricardo Aleixo, Arnaldo Antunes, Chacal, Bruna Beber e Fabiano Calixto. Propostas bastante diferentes entre si mas que merecem ser registradas — desde um velho-de-guerra como Chacal até a mais jovem dentre todos, Bruna Beber, o que se encontra é uma ótima poesia que prova, enfim, o fôlego da produção brasileira, apesar — ou talvez por causa — de seus percalços e desfalques.
O evento de lançamento será apresentado pelo professor Ivan Marques e contará com a leitura de alguns poemas feita pelos próprios autores.

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Querô – Uma Reportagem Maldita

foto: divulgação
Entre prédios abandonados e avenidas largas que misturam os ares belle époque do passado cafeeiro com a imundice presente que todos fingem não existir, o teatro Galpão do Folias – R. Ana Cintra, 213, cruzamento da Av. São João – encena a atualíssima peça de Plínio Marcos, Querô – Uma Reportagem Maldita, que, a seu próprio modo, comenta o ambiente que circunda o teatro.
“Minhas peças são atuais porque o país não evoluiu”, citação de Plínio Marcos inscrita no folder da peça. Esta montagem, feita em homenagem aos dez anos de falecimento do dramaturgo, arriscou algumas alterações na estrutura da obra – como as inversões cronológicas, a reiteração da cena principal, a atualização de alguns aspectos e a rotatividade do elenco – para, deste modo, dar maior fôlego ao debate que pretende suscitar. “O teatro só faz sentido quando é uma tribuna onde se pode discutir até as últimas conseqüências os problemas dos homens”, explica o manifesto dos atores no mesmo folder.
Para o Folias, a peça Querô torna-se uma primeira tentativa de sair de um impasse – o esgotamento das formas de representação até então realizadas pelo grupo que, por sua própria postura, explica-se “pelo esgotamento de formas institucionais de organização social contemporâneas sejam elas políticas, econômicas, governamentais ou não, religiosas, midiáticas, familiares, representacionais, etc”.
Uma tentativa de enfretamento dos impasses – em um momento de falsa harmonia, principalmente na arte – cai muito bem. A peça não visa a conciliação de contradições mas, pelo contrário, a inflação destas. As cenas falsamente edificantes incomodam o espectador em sua cadeira que, se realmente envolvido com a encenação, depois caminha pensativo pela R. Ana Cintra, entre prédios abandonados e largas avenidas.
Mais informações: www.galpaodofolias.com.br
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Nossas Conexões (III)
Mais um poema sob foto do projeto “Nossas Conexões”. Para quem ainda não conhece o projeto, ler post do dia 08/out/2008: http://balangandans.wordpress.com/2008/10/08/nossas-conexoes/

foto: Fernanda Serra Azul – Pq. do Ibirapuera – S.P.
um feixe de sol
contínuo
(seixos, pedras, plantas)
e embora haja caminhos
trilhados para
civilizados
passeios
ainda recreamos
in natura
os olhos câmera
escura,
vislumbram o céu azul
e a relva verde (e, claro,
o caminho trilhado)
mas tudo fixa-se, ainda
que inconscientemente,
no outro lado, nas janelas,
no concreto, edifício
armado
que relembra o
espaço natureza a sua
frente como jardim,
versailles,
espalhafato.
Renan Nuernberger
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O show-homenagem “Carmens Miranda e o Bando de Loucos”, evento promovido pelo SESC Pompéia no sábado passado (dia 28 de fevereiro) foi merecidamente um sucesso de público. As cantoras do Terno de Damas, idealizadoras do projeto, reinterpretaram canções gravadas pela pequena notável em novos e, muitas vezes inusitados, arranjos. Os músicos instrumentistas, apesar da excelente qualidade, cederam espaço para voz – nada mais natural, em se tratando de uma homenagem a Carmen, uma das cantoras que moldou a dicção da música popular brasileira como a prosódia levemente sensual ou a ênfase em certas sílabas/notas capazes de criar duplos sentidos. As três cantoras contaram ainda com a participação de peso de Mário Manga, Maurício Pereira e Carlos Careqa. Os três cantores convidados relatavam sua experiência enquanto ouvintes de Carmen Miranda e sua posição diante do fenômeno e/ou símbolo que a cantora representou no Brasil e no exterior.
O segundo item, obviamente, gerou polêmica que, pelo ambiente próprio de “show” – diferentemente de um “debate” – não foi desenvolvido. Maurício P., por exemplo, apontou o caráter comercial da artista e, mais além, das próprias composições que ela cantava – clássicos de Ary Barroso, Dorival Caymmi entre outros. Careqa, por sua vez, fez enormes digressões – bastante engraçadas, mas não por isso desinteressantes ou vazias – que ilustravam algumas opiniões correntes sobre a cantora e, como não poderia deixar de ser, da relação – que dita nestes termos torna-se ingênua – entre música comercial vs. música de qualidade.
Destaque para as versões de Fon-Fon que recebeu um toque blueseiro na interpretação de Maurício, de Mamãe eu quero que Manga arranjou em levada jazzística e para a canção final Ta-hi, cantada por todos, quando Careqa convidou alguns expectadores a dançar no palco. Shows como este, de ótima qualidade musical e com pessoas interessantes que não se furtam em tomar posição diante do que se fez e do que se faz em sua área, valem realmente a pena!
Assista a um trecho do show:
Para ver fotos acesse: http://www.flickr.com/photos/serrazul
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É carnaval
Dizem por aí que no Brasil as coisas só engatam depois do Carnaval. Pois o Balangandans aqui está para infringir a máxima popular, embora quase tenha feito jus a ela: ainda é Carnaval, mas cá estamos atualizando nossas já tradicionais (?) sessões Conexões e Entrevista do mês.
Desta vez, o Conexões traz o músico Marcelo Jeneci, que já integrou a banda de Chico César e de Arnaldo Antunes, e atualmente está trabalhando na carreira solo, cujo cd deve ser lançado em breve! Ele falou ao Balangandans sobre sua relação com o cinema de Walter Salles.
E temos como entrevistada do mês a cantora e compositora Ceumar, abordando muita música popular contemporânea e revisitando alguns pontos do seu passado ligados com sua carreira.
De resto, desejamos que todos estejam aproveitando os dias de folia, e, se conseguirem se recuperar, que confiram o conteúdo atualizado desse blog na quarta-feira de cinzas…
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Durante os últimos dias muito se falou sobre a pequena notável, Carmen Miranda. As comemorações de seu centenário reafirmam a permanência de sua figura no imaginário popular que, para o bem ou para o mal, tomou-a como representação profunda do Brasil. Embora nascida portuguesa, Carmen moldou com trejeitos, balangandans, malícia e outras cositas muitos símbolos nacionais reconhecidos mundialmente.
Sua ascensão em Hollywood, cantando sambas e marchinhas de compositores que se tornariam clássicos (Assis Valente, Lamartine Babo, Ary Barroso, Dorival Caymmi), é uma metonímia da relação cultural entre o Terceiro e o Primeiro Mundo: vendida como “macumba pra turista”, pelo exotismo e pela extravagância, mal se percebeu (lá fora) o tamanho do estardalhaço que aquilo continha em germe. Mais que passatempo na matinê de domingo, a alegria (“a prova dos nove”) de Carmen, seu modo de estar-em-cena, seus arranjos com frutas na cabeça, suas cores e ombros a mostra, legitimavam a música popular brasileira, sua originalidade, sua força expressiva e, principalmente, sua relação intrínseca com o corpóreo e o imediato (para quem compõe, para quem canta, para quem ouve).
Não à toa, os tropicalistas a elegeram como musa inspiradora: as tintas fortes com que pintava a “brasilidade” não borravam, antes destacavam todos os pontos (nossos orgulhos e nossas vergonhas) desta sensibilidade ainda hoje em evidente formação (apesar dos escorregões e desvios de rota). “Disseram que voltei americanizada” quando, de fato, com a carreira internacional Carmen foi mais brasileira do que nunca…
Em homenagem a nossa primeira grande estrela o Sesc Pompéia realizará, no dia 28 de fevereiro o show “Carmen Miranda e o Bando de Loucos” com a participação de Carlos Careqa, Mário Manga, Maurício Pereira e o grupo vocal Terno de Damas.
Mais informações no site do Sesc: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=145922
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Baile de fim de ano
Zeca Baleiro, além dos shows com repertório próprio, esporadicamente apresenta-se no projeto “Baile do Baleiro”. A idéia do baile é fazer dançar e para isso Zeca tira do fundo do baú canções de Jorge Ben, Benito de Paula, Originais do Samba, Demétrius, etc… Mas não só de pérolas do cancioneiro nacional vive o baile: a cada edição Zeca convida dois artistas, um consagrado e um pouco conhecido, para apresentarem canções de seu repertório e outros covers. Ah! Nada disso seria possível sem a ótima banda que acompanha o Zeca, neste projeto e em outros shows, formada por Tuco Marcondes (guitarra), Fernando Nunes (baixo), Adriano Magoo (teclados e acordeom), Hugo Hori (sax) e Kuki Stolarski (bateria).
O “Baile do Baleiro” acontece hoje, quarta-feira dia 17 de dezembro, às 21 hrs no Carioca’s Club: R. Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo – SP – Telefone : (11) 3813-8598

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Esta semana ocorrerá o Seminário Internacional Rumos Literatura, com curadoria do tradutor e professor Samuel Titan Jr. O ciclo de debates faz parte da programação do Itaú Cultural, localizado na Av. Paulista n.149, e reúne professores, ensaístas, poetas e tradutores fechando com chave de ouro a edição 2007-2008 do Rumos Literatura. Hoje mesmo, aliás, como parte deste evento haverá o lançamento do livro Protocolos Críticos, resultado das pesquisas patrocinadas pelo projeto.
Confira a programação logo abaixo:
Sala Itaú Cultural 195 lugares
entrada franca − ingresso distribuído com meia hora de antecedência
segunda 15
19h30 - Lançamento livro Protocolos Críticos
Oficinas:
terça 16 quarta 17 dezembro
14h30 às 17h Literatura ou Práticas Literárias com Heloisa Buarque de Hollanda
Seminários:
terça 16
19h30 Crítica Literária e Crítica Cultural com José Miguel Wisnik e Martín Kohan mediação Natalia Brizuel
Seja a respeito da história, seja da música, da política ou do futebol, o crítico literário vive constantemente a tentação íntima - e a solicitação pública - de se pronunciar sobre temas que vão além da arte verbal. Como entender e avaliar esse ímpeto em tempos de crise da cultura letrada e da instituição da literatura? Nesta mesa reúnem-se Wisnik, músico, ensaísta e professor de literatura brasileira na Universidade de São Paulo (USP); Martín Kohan, professor de teoria literária na Universidade de Buenos Aires; e Natalia Brizuela, professora do Departamento de Espanhol e Português da Universidade Berkeley.
quarta 17
17h30 Atualidade de Erich Auerbach com Earl Jeffrey Richards, Leopoldo Waizbort e Martin Elsky mediação Samuel Titan Jr.
Nome central da crítica e da historiografia literária no século XX, Erich Auerbach sempre evitou formular um corpo de doutrina - ao mesmo tempo que encarnava com toda nitidez certa atitude intelectual diante do século e da literatura. Qual a atualidade de sua discrição e firmeza? Debatendo o tema, estão o alemão Earl Jeffrey Richards, professor de literaturas românicas na Universidade Bergische, em Wuppertal; Leopoldo Waizbort, professor de sociologia da USP; Martin Elsky, professor da City University de Nova York; e o curador do seminário, Samuel Titan Jr., tradutor, ensaísta e professor da USP.
19h30 As Formas da Crítica com Flora Süssekind e Silviano Santiago mediação Lourival Holanda
Do tratado e da epístola à resenha e ao ensaio - a crítica das formas verbais viveu e vive uma contínua transformação verbal, a ponto de muitas vezes confundir-se com a própria criação literária. Por quais caminhos se deu essa reinvenção das formas críticas e o que devemos esperar pela frente? A mesa traz a pesquisadora da Casa de Rui Barbosa e crítica literária, Flora Süssekind; o escritor, crítico literário e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Silviano Santiago; e o ensaísta e professor da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), Lourival Holanda.
quinta 18
17h30 Crítica e Poesia com Marco Lucchesi e Marcos Siscar mediação Gonzalo Aguilar
O século XX assistiu à transformação das relações tradicionais entre poesia e crítica: longe de se submeter como objeto passivo ao exame crítico, a poesia moderna, em suas várias vertentes, apresentou-se como lugar privilegiado do exercício da crítica. Lírica e crítica, poesia e reflexão constituem o objeto desta mesa, com a participação do poeta, tradutor de poesia e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marco Lucchesi; do professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marcos Siscar; e do professor da Universidade de Buenos Aires, Gonzalo Aguilar.
19h30 Atualidade de Machado de Assis com João Cezar de Castro Rocha e Pedro Meira Monteiro mediação Sandra Vasconcelos
Medalhão ou subversivo, figura veneranda ou agente provocador? Machado de Assis é o tema desta mesa, que reúne jovens críticos literários para discutir menos o legado e mais o enigma desse autor crucial para a formação da literatura brasileira. O brasileiro radicado na Inglaterra, professor de literatura na Universidade de Manchester, João Cezar de Castro Rocha; o brasileiro radicado nos Estados Unidos, professor de literatura brasileira na Universidade de Princeton, Pedro Meira Monteiro; e a professora de literatura de língua inglesa na USP, Sandra Vasconcelos, debatem sobre Machado de Assis.
Itaú Cultural | avenida paulista 149 − paraíso [próximo à estação brigadeiro do metrô]
informações 11 2168 1777 | www.itaucultural.org.br
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Lançamento de O Casulo 10
Começou como uma brincadeira entre amigos, poetas e estudantes de Letras da USP. Enquanto a revista Metamorfose, veículo da faculdade, não saia do prelo Eduardo Lacerda e Andréa Catrópa resolveram imprimir um fanzine para publicar seus poemas e de alguns amigos: O Casulo, “a espera da metamorfose”. O fanzine cresceu e tornou-se um jornal especializado em literatura contemporânea: publicou muitos (mas muitos!) jovens poetas, entrevistou nomes como Tarso de Melo, Donizete Galvão, Heitor Ferraz, Douglas Diegues, Ivan Marques, Zeca Baleiro, Ricardo Aleixo, Joan Navarro, e apresentou ao público brasileiro a jovem poesia Híspano-americana.
Portanto, a edição 10 do jornal O Casulo promete: entrevista com Armando Freitas Filho; poemas de Danilo Bueno, Márcio-André e Valéria Tarelho; uma homenagem a José Paulo Paes; resenha sobre primeiro de Diniz Gonçalves Jr, um pequeno artigo crítico sobre a poesia de Paulo Ferraz, crônicas de Elisa Andrade e Andréa Catrópa e tradução de poemas de Kim Doré.
O lançamento será dia 17 de dezembro, próxima quarta-feira, às 19 horas, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima. O jornal é distribuído gratuitamente com o apoio do projeto VAI da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo. Durante o lançamento haverá um bate-papo sobre o poeta José Paulo Paes, uma apresentação de Márcio-André e um sarau aberto com a participação dos poetas publicados no jornal. Sinta-se a vontade para ir, pegar seu exemplar do jornal e ler seus poemas no palco.

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